sábado, 22 de dezembro de 2012

Síndrome do Super-Herói


Esse cara sou eu
Não faço referência ao nosso querido e amado Rei Roberto Carlos, e sim à minha pessoa.
Estou acabado. Pela enésima vez nesse ano perdi o jeito com as coisas. Perdi a malícia, perdi a ginga, perdi o palavreado e inclusive a malandragem. Estou definhando. Tudo por incompetência minha, ou falta de coragem para ter pulso firme quando é preciso. Hoje eu sou um super-herói.
Não que eu tenha salvado o mundo. Não que eu tenha super-poderes e muito menos uma ruiva à minha espera no meu quartinho de um prédio no centro da cidade. Nem mesmo por ter derrotado algum vilão ou salvo alguma vida, mas sim porque tentei salvar todo mundo e não consegui.
Essa síndrome que me faz ser bom, ser solícito, ser amável me prega peça como nos quadrinhos. Essa vontade que me dá de querer deixar todos ao meu redor felizes, embora isso custe a minha própria felicidade. Essa sindrome que inclusive me prega peças. As vezes eu preciso de me recordar:
 Eu não tenho super poderes.
Se eu me recordasse disto, saberia que o mundo é cruel. Que pessoas ganham nas costas de outras pessoas. que alguns ainda tem um "foda-se" ligado no automático e que só veem o próprio traseiro. Mais ainda, de que pra você ser feliz, pessoas vão se magoar, não importa a maneira que você faça isso.
Não está no cronograma de um super-herói usar poderes em benefício próprio. Vide Superman, o herói mais forte de todos. Mesmo com Visão de raio x, super força, super velocidade, voo e sopro congelante, não consegue ficar com a Lois Lane. O que ele faz? Se disfarça. No fundo no fundo, ele é só meio feliz. Só a parte que ele não é quem realmente é. No mundo real, chamamos isso de falsidade, duas-caras, enfim, apenas adjetivos ruins. Quer saber o que eu finalmente descobri que sou? Um Babaca. Tenho escutado algumas vezes esse termo e HOJE eu concordo com ele. Sou um babaca. Um babaca com síndrome de Super-Herói que tenta salvar a todos menos a si mesmo. Aquele que em uma escolha de "fifty-fifty" sempre escolhe a pior. Aquele que por medo de machucar alguém, acaba machucando sem querer tentando não o fazer. Ah como eu queria ter super poderes...
Hoje eu voaria pra bem longe e ficava do alto de uma montanha esperando alguma coisa acontecer. Teria uma boa desculpa de usar um disfarce e mascarar os problemas sem ter que enfrentá-los, e caso tivesse, ah dane-se, sou um super herói mesmo. 

Mas sabe uma coisa que eu entendo de verdade? O porque deles nunca conseguirem ficar com a mocinha no final. Seus próprios problemas. Sempre acabam caindo sobre elas e o que ele faz? Tenta salvá-las e esquece da sua própria felicidade. Justo. Até hoje mesmo eu acredito mais fielmente ainda que os super-heróis são pobres coitados. Sempre acabam se ferrando e saindo como errados na maioria das vezes por tentar fazer o bem. 

Quer saber? Cansei dessa síndrome, vou virar uma espécie de herói mercenário. Não faz meu estilo, mas acho que vai ser melhor pra mim. Nem tanto no estilo "Kryptonita vermelha", mas algo que eu não precise me preocupar com o estado dos afetados, afinal, só o bem estar próprio que vale nesse caso. O problema? Vou estar usando uma máscara...

Fallen

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