sábado, 8 de dezembro de 2012
Recuperação
Em meio ao tédio e ao caos que flutua,
não penso em mais nada,
não existe mais nada.
Só eu e alguns pedaços de papel.
Meus olhos não distinguem mais,
não, como poderiam?
Exigidos como ar, uma hora se cansam.
Devem se cansar, pois ver tudo não é enxergar tudo.
Penso ainda mais naquilo que deveria ser feito, mas não foi.
Olha, já se passaram horas. Nem percebi.
Estive preocupado com outras coisas.
Bem antes do tédio, bem antes do caos.
A chuva me disse: "feche os olhos menino, chega de ver por hoje"
Assim eu fiz. Apaguei numa refrescante chuva de sábado a tarde.
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