Primeiramente gostaria de
agradecer o convite da Sara Tellado para participar da revista da ASCOMCER, que
terá sua primeira edição em circulação nos próximos meses. Partindo do
voluntariado, resolvi aceitar fazer as fotos para revista, visto que a
instituição não tem fins lucrativos. Hoje fui lá fazer as fotos e em apenas 1
hora e meia, eu tomei um baque tão grande que fiquei minutos vagando em outro
mundo e somente com o corpo no planeta em que vivemos.
Minha semana não foi mole. Para
quem tinha a intenção de não pegar provas finais na faculdade inteira, pegar
duas logo no segundo período estava totalmente fora dos meus planos. Além
disso, outros problemas estavam agregados a mim e qualquer coisa me irritava.
Discuti com meus melhores amigos e por pouco não fiz coisa pior. Será que isso
tudo é muita coisa? Será que esses problemas de cotidiano, realmente são
insuportáveis ou pesados demais para reclamarmos do jeito que reclamamos? Não
sou hipócrita de falar que não reclamo aos quatro ventos quando fico assim,
desestabilizado com alguma situação, mas quer saber de uma coisa? Somos
verdadeiros idiotas quando fazemos isso, e sabe por quê? Porque além de tudo
isso, temos saúde. Podemos ir correr no fim da tarde e liberar o stress.
Podemos praticar natação no calor, só pra esquecer de alguns problemas. Podemos
ainda pedalar, malhar e todas essas coisas que só uma boa saúde nos
proporciona.
Estou falando isso, porque hoje
de manhã, na ASCOMCER, passei por diversos setores e além da ótima
infraestrutura do lugar, ainda podemos sentir a tristeza no ar pelos parentes
que estão doentes. Passar na frente da pediatria chega a ser cruel. Entrar na
sala de quimioterapia então é uma coisa que eu não sei descrever. Bate um nó na
garganta, uma vontade de chorar, mesmo que não haja parente seu ali dentro. Me
sensibilizei e acho que todo ser humano deve passar por essa experiência de ir
num lugar como esse, pra ver que nossos problemas não chegam nem perto dos
problemas de algumas pessoas. Não falo por olhar pra mim e falar “nossa como eu
sou jovem e não tenho nenhum problema de saúde”, é de olhar para os outros e
pensar “Eles poderiam estar sorrindo”. Olhar uma criança com 5 anos que luta contra
uma leucemia há 5 meses machuca. Conversar com uma mulher que faz a sétima
quimioterapia e ainda conserva um sorriso no rosto é uma emoção ainda maior.
Teve uma hora que tirando as fotos dela, eu a vi lendo um livro que se chamava “Oração”.
Seria a fé o motivo do sorriso dela? Chamada para fazer umas fotos para a
revista ela nos atendeu super bem e ainda se maquiou falando docemente, “A
gente fica meio pálida assim no tratamento mesmo, mas nada que um batom bonito
não resolva”. Eu choro nesse momento. Ela diz que depois de algum tempo, elas
se acostumam com isso e percebem os resultados do tratamento. Ela não está mais
em depressão como a alguns meses atrás, diferente de algumas pessoas que estão
lá pela primeira vez. São verdadeiros Guerreiros e Guerreiras. Lutadores de
verdade que merecem um cinturão por cada batalha vencida. Só tenho que
agradecer por essa manhã.
Foi uma ótima oportunidade de
aprendizado pessoal e espero fazer voluntariado nessa área mais vezes. Aos que
se viram no meu primeiro exemplo de “reclamões gratuitos”, vai uma dica: Seus
problemas não são os maiores do mundo, sensibilize-se. Há muitas outras pessoas
precisando apenas de um gesto de carinho. A foto a seguir é da minha visita com
o Dr. Alexandre do Hospital ASCOMCER. Novamente agradeço a Sara pelo convite e
pela limpeza da alma.
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| Dr. Alexandre e eu na visita à ASCOMCER |
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Adorei!!
ResponderExcluirSensacional... Problemas, todos temos! A importância que damos é que faz deles grandes ou pequenos!
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